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Qual o papel de um controller jurídico?

Ao longo da faculdade de Direito muito pouca informação é dada a respeito da gestão de um escritório de advocacia.

Depois das aulas de Direito Empresarial, a única certeza que se tem é que uma Associação de Advogados não é uma empresa. Mas, o que mais um escritório de advocacia tem é a pinta de empresa e quanto mais for encarado assim, mais sucesso ele terá.

Aqui é onde entra o papel de um dos players mais importantes: a controladoria jurídica. Ela é responsável pelo controle administrativo e suporte técnico do escritório.

Trata-se, logo, de um profissional multitarefa, que, trabalhando junto a gestão da tecnologia, e, logo, do sistema do escritório, organiza a distribuição dos processos entre os associados, faz o controle dos prazos, garantindo efetividade, qualidade, segurança e agilidade. Ele é o gestor que faz a integração entre advogados, clientes e o TI funcionar como se fosse o maestro da filarmônica de Berlim.

Este profissional, que tem sido cada vez mais procurado, trabalha como um verdadeiro gerente, a medida que comanda a equipe, delega atividades, acompanha, orienta e fiscaliza a execução dos trabalhos, mede os resultados e introduz melhorias – como promove Eric Ries em seu livro Startup Enxuta: construir – MEDIR – aprender – e, não menos importante, realiza o treinamento de equipes, avalia o desempenho e emite os relatórios.

Ele tem como principal foco “retirar” do advogado todas essas atividades que são essenciais para que a rotina do escritório flua, mas que acabam consumindo tempo e energia, e poderiam ser usadas para gerar mais qualidade e resultados aos serviços jurídicos. Ou seja, ele deixa com os advogados apenas o principal de seu ofício: pensar para resolver o problema do cliente.

O Controller Jurídico não é o responsável pela burocratização do escritório. E ao contrário. Ele olha com carinho para os processos, de modo a deixa-los os mais fluidos possíveis. Além disso, ele faz a integração com o cliente, de modo a deixar o trabalho do advogado mais transparente e acessível, dando uma maior cara de profissionalismo e deixando o cliente melhor amparado – quem nunca ouviu: “Mas o processo não esta andando Doutor?”.

Hoje, com a evolução da inteligência artificial, muitas legaltechs tem produzido programas que possibilitam que o controller deixe a equipe rodando a perfeição. Tanto o controle dos prazos, quanto as leituras referentes a métricas de produtividade, percentual de sucesso das teses, chegando até a análises preditivas de qual a chance de sucesso de determinado processo.

Aqui a figura do advogado se funde ao de gestor e quem disse mesmo que um escritório de advocacia não é uma empresa?

O acompanhamento da controladoria permite ter aumentos substancias de produtividade, na qualidade do serviço, queda nas taxas de erro judicial e incremento do user experience, de modo que o cliente fica se sentindo muito melhor assistido e os advogados muito menos atarefados – sem falar da lucratividade, já que todas essas métricas permitem a cobrança de honorários generosos.

O valor entregue por esse tipo de advogado tem sido cada vez mais buscado pelos escritórios, que entendem que o ganho de valor na prestação advocatícia cobre todos os custos envolvidos em sua implementação.

Bruno Henrique Santiago | CEO COETUS

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