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DOS PRAZERES, e DESVENTURAS, DO HOME OFFICE.

No último texto, dessa série, abordamos um pouco das possibilidades de advogados atuarem tendo como base um Coworking. Mas e se eu gostei de trabalhar de casa e quero continuar assim?

Home Office, assim como lockdown, são um dos novos estrangeirismos que, rapidamente, passaram a povoar nosso vocabulário cotidiano. A realidade, brutalmente transformadora de uma pandemia, nos obrigou a novos sistemas de trabalho. O mais incrível é que nossa espécie mais uma vez mostrou a mais importante característica, aquela que nos permitiu triunfar sobre as intermitências da natureza: adaptabilidade.

No começo pareceu esquisito. Não tínhamos o maquinário ideal, aquele computador velhinho que se prestava mais como máquina de escrever; não tínhamos o ambiente ideal, era cachorro atravessando conferência de vídeo, era gente levando o computador para o banheiro, e esquecendo que estava tudo sendo transmitido por vídeo; não tínhamos o mindset ideal, era difícil atingir o mesmo nível de concentração do escritório, era aquela formiguinha que dava toda vez que estávamos sentados para trabalhar, enfim, saímos de um ambiente completamente aparatado e controlado para o caos do cotidiano.

Com o passar do tempo nos adaptamos. De repente poder acordar mais tarde passou a melhorar a produtividade. O fato de trabalhar de dentro de casa acabou nos fazendo trabalhar por mais tempo e de maneira mais confortável o que acarretou no aumento dos índices de produtividade dos Tribunais Estaduais – segundo dados fornecidos por TJSP, TJRJ e outros –, fazendo-os bater recorde.

Juízes passaram a despachar através de ligações de vídeo do WhatsApp. Bancas de mestrado/doutorado passaram a ser apresentadas pelo Google Meeting.  A boa e velha “barriga no balcão” foi substituída por um QR code na petição que, quando lido pelo celular de vossa excelência, acessa um vídeo onde o advogado patrono explica as nuances do caso. Você liga para o seu banco e a chamada é transferida para o celular do seu gerente, e você não faz a menor ideia se ele está em casa, na agência ou na fila do supermercado.

Não é necessário muita coisa para ter seu escritório em casa:

  • Uma cadeira confortável (você vai passar a maior parte do dia nela);
  • Uma mesa de uns 1m x 0,5m, ela precisa comportar um computador, alguns livros, alguns cadernos e todo o resto do material de escritório necessário;
  • Um computador, não precisa ser de última geração, mas vale ressaltar que são necessários aparatos como webcam com microfone, apoio ergonômico de teclado/mouse – não subestime as dores ocasionadas pela tendinite;
  • Uma internet rápida e que, de preferência, te de assistência técnica de fácil acesso caso ela caia bem na hora de protocolar um prazo fatal – acontece;
  • Um lugar bem iluminado, e tranquilo na sua casa, onde você possa trabalhar sem ter a concentração quebrada de 5 em 5 minutos. De preferência um cômodo que você possa fechar a porta.

Para atender seus clientes, você pode proceder de três maneiras:

a) Ir até seu cliente, o que pode agradar muito deles pela praticidade, já para aqueles clientes menores, ou mais descolados, você pode atendê-los em um café ou até mesmo na sua casa. O problema é que a grande maioria dos clientes não gosta do ambiente “doméstico” e você vai acabar perdendo muitos deles por conta disso;

b) Se você já passou dessa fase e percebeu que o USER EXPERIENCE (UX) – mais um estrangeirismo que veio pra ficar – é fundamental para conquistar seus clientes, você pode alugar uma sala de reunião. Existe uma infinidade de empresas por ai que prestam esse serviço. É só escolher a que melhor se adequa ao seu cliente e ao seu bolso. Vale a pena entender quantas reuniões você faz em média por mês, para comprar pacotes e derrubar os gastos.

Enquanto durar os efeitos do coronavírus essas duas possibilidades, sempre que possível, devem ser trocadas por videoconferência. Mas não se esqueça de estar em um ambiente iluminado onde não será interrompido. Um latido de cachorro pode ser engraçadinho, mas 30 latidos por minuto pode acabar com a paciência de qualquer cliente.

Ainda, com o desenvolvimento das legal/lawtechs, existe uma infinidade de possibilidades que facilitam e tornam seu trabalho mais produtivo – e te permitem desde atender aquele cliente que a principio parece ser muito trabalho para um advogado só a, até, ofertar seus serviços em um marketplace – mas esse assunto fica pra outra hora.

Além disso, você pode encontrar serviço de secretariado – lembra do gerente do banco que te atende da fila do supermercado mas você acha que ele esta na agência? -, endereço comercial e mais uma infinidade de coisas que farão do UX algo encantador e acabarão por acarretar no fechamento do contrato de honorários.

O Home Office parece uma tendência que faz parte do nosso “novo normal”, e muitos devem permanecer trabalhando dessa forma, mesmo depois de controlada a pandemia. Para além dos romances infantis, dormir por mais tempo, trabalhar usando roupas confortáveis e com seus entes queridos a distância de um chamado, parece ter efeitos maravilhosos para nossa produtividade. A crise traz consigo incontáveis riscos e danos, mas não é à toa que, reza a lenda dos coachings quânticos, que em chinês, trás dentro de si o ideograma que representa oportunidade. Aprender e se adaptar parece ser a chave para sermos resilientes diante dessa nova realidade que se impõe.

Se você se sente inquieto com o Home Office, saiba que você também não está só e próximo texto da série será para você.

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Bruno Henrique Santiago | CEO COETUS

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