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Como eu arrumo dinheiro para o meu projeto?

Senhores, escuto muito esse papo por ai: “tá, eu tenho uma PUTA ideia. Um projeto inovador, revolucionário que todo ser humano gostaria de consumir. Mas o problema é que eu não tenho dinheiro para tocar o projeto…”.

Vocês já ouviram esse papo por ai? Pois é.

O texto de hoje vai discutir um pouco as formas de financiamento possíveis. O primeiro passo é desenhar seu MVP – a gente já falou dele aqui, é o seu protótipo, que tem que ser funcional e o MAIS BARATO POSSÍVEL, lembrando, sempre, que o FEITO É MELHOR DO QUE O PERFEITO, mas você não pode também projetar uma bicicleta inovadora e vir só com um dos aros dela…o MVP, no caso da bicicleta, seria uma quase bicicleta. Talvez menor, talvez sem todos os penduricalhos que você imaginou para aumentar o conforto, mas a ideia principal e a inovação que você está propondo tem de estar presentes!

“Cara, eu mal sei usar o Excel e fico lendo/ouvindo que eu preciso de um business plan, que eu preciso metrificar minhas metas, mas eu nem metas tenho!”. Como diria nosso amigo Jack estripador: “vamos por partes.”.

Você não precisa ter o business plan já desenhado e nem ter todas as metas já definidas. Comece entendendo o que você quer fazer, aonde quer chegar, qual é o ponto final dessa empreitada. Vou transformar nosso exemplo da bicicleta em um MVP de lawtech. Vamos supor que uma advogada de direito de família queira criar um site para facilitar as pessoas a se divorciarem o: www.imearrependi.com.br. 

Já sabemos para aonde nosso mapa do tesouro leva, para o lançamento do produto. O primeiro passo é fazer uma análise de viabilidade do projeto. Seu projeto não pode transgredir a legislação vigente e nem fazer você perder a carteirinha vermelha que você suou, pelo menos, 5 longos anos para conquistar e mais os longos anos de trabalho para construir sua reputação. SEMPRE releia o Estatuto da Ordem e, caso tenha alguma dúvida, entre em contato com  sua seccional da OAB dizendo que você gostaria de pesquisar a viabilidade da sua lawtech e quem poderia te ajudar. A OAB é uma parceira que você tem de ter do seu lado. 

Vamos supor que nossa empreendedora, a Dra. Giulliana, fez as pesquisas de viabilidade, entendeu como funciona o Cartório Digital – já falamos sobre ele no nosso último texto – e recebeu um grande OK da OAB.

Chegou a hora de projetar o MVP.

Sua ideia é que as pessoas com um aplicativo no celular consigam scanear sua certidão de casamento, que todos os dados já sejam transmitidos para o APP e enviados para o cartório aonde foi averbada a certidão. Ela encontra um desenvolvedor – se vocês precisarem de um desses 99freelas ou GetNinjas permitem a vocês encontrarem freelancers por preços obscenos. MUITO CUIDADO. O aplicativo, nesse caso, faz parte do core do seu business… é um dos pilares de sustentação. Se ele cair, seu negócio vai pro buraco. Procure sempre desenvolvedores indicados, com boas recomendações – e ele retorna um orçamento de R$35.000,00. Acreditem ou não, por esse preço vocês conseguem um bom desenvolvedor que entrega um aplicativo maravilhoso. Mas, nossa heroína, que acabou de montar o escritório dela, está sem dinheiro.

“Ah, mas agora só quem já tem dinheiro disponível. Emprestar do banco as taxas são impossíveis, blablabla.”. 

Balela pessoal.

O ponto onde Giulliana quer chegar é facilitar o divórcio não é mesmo? Então, invés de começar com app. ela vai começar com a solução web. Ela volta a conversar com o desenvolvedor e descobre que seu MVP vai sair pela bagatela de R$5.000,00.

“Mas eu não tenho nem esse dinheiro” – e nem nossa heroína.

Aqui temos uma infinidade de opções para resolver o problema. Vou abordar as que eu enxergo como mais rápidas e seguras:
a) love money; b) smart money; c) crowdfunding; d) banco/creditas e) arrumar um sócio.

a) Love money: pede um empréstimo para os familiares ou para os amigos. Exponha de fato os riscos do negócio, não faça promessas sobre coisas que fogem do seu controle. Lembre-se que relações com dinheiro são complicadas, o órgão mais sensível dos seres humanos segue sendo o bolso – pelo menos da maioria deles.

b) Smart money: você pode procurar um benchmark (uma empresa que faça já o que você quer fazer) ou alguma empresa/escritório de advocacia grande que você enxerga que seu produto iria trazer prosperidade para eles. Procure-os no LinkedIn, no Google ou no Instagram. Entre em contato, agende uma reunião e vá expor seus planos de conquista da Normandia. Tome cuidado, eu não ofertaria mais do que 10% do negócio. Em troca, ofereça primeiro o desenvolvimento da resolução web- vai ser importante para validar a ideia…para ela sair da sua cabeça e ver se o mercado real a consome mesmo. Tente sair com, pelo menos uma previsão, para investimentos futuros para você desenvolver o APP posteriormente. Caso não encontre esses escritórios, procure por agências de investidores de anjo: joga no google “papo com o anjo”. Consome os vídeos do youtube, dá uma pesquisada legal. Mas, mais ainda aqui, cuidado com quanto equity da sua empreitada você vai oferecer e SEMPRE peça por uma mentoria para o seu negócio. O smart money não é apenas dinheiro, mas também serve para você ter contato com pessoas que já passaram por esse caminho que você vai atravessar. Colha TODO o conhecimento que puder delas!

c) Crowdfunding: A intenção aqui é encontrar financiadores para a sua ideia. Em troca do financiamento, ofereça para as pessoas serem os primeiros usuários, sem custos adicionais, da sua plataforma de divórcio. Vai ser ótimo, além do dinheiro você arruma adotantes iniciais que vão te dar feedback e testar seu produto para você talhar as arestas do projeto. Um contrato que pode ser feito aqui é um de compra e venda, padrão, ora que esta modalidade de contrato não impede que o produto seja entregue futuramente e, do lado do comprador, garante que o contrato será inválido caso seja entregue coisa nenhuma ou diversa da desenhada no contrato. Cabe, ainda ressaltar, que o modelo mais adotado de contrato tem sido o de “doação e recompensa”. O dinheiro está sendo doado para a iniciativa da sua solução para divórcios e o doador, como recompensa, recebe o login e senha para usar o site/app.

d) Banco/Creditas: muita gente tem problemas em pedir dinheiro emprestado para a família. Muita vergonha – se esse for seu problema vença-o! Seu medo é importante para o deixar alerta, mas não pode inviabilizar seus sonhos! – para caçar escritórios grandes ou investidores anjo. São ignorantes digitais e não conseguem começar o crowdfunding – outra desculpinha. Tente, o máximo que vai acontecer é não achar uma multidão para financiar sua ideia. Por fim, preferem pegar dinheiro com o banco mesmo. Antes de sair ligando para o Sidnelson, seu gerente do banco segundo Nathália Arcuri, dê uma olhada na Creditas. Se você tiver algum bem – móvel como um carro ou imóvel como uma casa – você pode oferecê-lo como segurança para o empréstimo. Essa garantia faz os juros caírem a taxas muito mais interessantes. 

e) Arrumar um sócio: Essa solução é bem complicada. Você vai ter que abrir mão de uma grande porcentagem da sua ideia. Além disso, escolher um sócio é como escolher com quem você quer passar o resto da vida- pelo menos do projeto – junto descascando todos os abacaxis possíveis. É como casar, só que sem o sexo. Se você optar por essa escolha atente MUITO bem em quem você está escolhendo. Ser seu amigo não é sinônimo de sucesso. Pense sobre a ética de trabalho da pessoa, se ela tem a mesma perspectiva da sua. Sócios podem pensar cabalmente diferente, o que de fato fortalece o negócio – já que opiniões diversas ajudam muito na dialética para construir o projeto -, mas devem ter um cerne de princípios em comum. Do contrário, vai acabar em divórcio e vai ser dolorido ver seus sonhos irem por ralo a baixo e ter que começar tudo do zero novamente. 

Trabalho pra caramba né? Ninguém disse que seria fácil. 

No que precisar, o Coetus está aqui para te ajudar. Pra cima deles!

Bruno Henrique Santiago | CEO COETUS

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